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Escrito por Antonio de Mello às 16h34
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NÃO PERDOAR - pelo Espírito Hilário Silva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Almas em Desfile. Segunda Parte - Lição nº 16. Página 163.

         Bezerra de Menezes, já devotado à Doutrina Espírita, almoçava, certa feita, em casa de Quintino Bocaiúva, o grande republicano, e o assunto era o espiritismo, pelo qual o distinto jornalista passara a interessar-se. Em meio da conversa, aproxima-se um serviçal e comunica ao dono da casa:

         - Doutor, o rapaz do acidente está aí com um policial.

         Quintino, que fora surpreendido no gabinete de trabalho com um tiro de raspão, que, por pouco, não lhe atingiu a cabeça, estava indignado com o servidor que inadvertidamente fizera o disparo.

         - Manda-o entrar, ordenou o político.

         - Doutor, roga o moço preso, em lágrimas -, perdoe o meu erro! Sou pai de dois filhos... Compadeça-se! Não tinha qualquer má intenção - se o senhor me processar, que será de mim? Sua desculpa me livrará! Prometo não mais brincar com armas de fogo! Mudarei de bairro, não incomodarei o senhor.

         O notável político, cioso da própria tranquilidade, respondeu:

         - De modo algum. Mesmo que o seu ato tenha sido de mera imprudência, não ficará sem punição.

         Percebendo que Bezerra se sentia mal, vendo-o assim encolerizado, considerou, à guisa de resposta indireta:

         - Bezerra, eu não perdoo, definitivamente não perdoo...

         Chamado nominalmente à questão, o amigo Bezerra exclamou desapontado:

         - Ah!... você não perdoa!

         Sentindo-se intimamente desaprovado, Quintino Bocaiúva falou irritado:

         - Não perdo o erro. E você acha que estou fora do meu direito?

Bezerra cruzou os braços com humildade e respondeu:

         - Meu amigo, você tem plenamente o direito de não perdoar, contanto que você não erre.

         A observação penetrou Quintino Bocaiúva como um raio. O grande político tomou um lenço, enxugou o suor que lhe caía em bagas, tornou à cor natural, e, após refletir alguns momentos, disse ao policial:

         - Solte o homem. O caso está liquidado.

         E para o moço que mostrava profundo agradecimento:

         - Volte ao serviço hoje mesmo, e ajude na copa.

 

         Em seguida, lançou inteligente olhar para Bezerra, e continuou a conversação no ponto em que haviam ficado.



Escrito por Antonio de Mello às 09h59
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FRATERNIDADE EM AÇÃO - por Richard Simonetti

         Num velho barco pesqueiro, toda a tripulação foi contaminada por alimento deteriorado. Manifestou-se o terrível botulismo. Problema gravíssimo!  Morte certa, se não recebessem o soro salvador!

         O barco estava em alto-mar, a milhares de quilômetros do centro médico mais próximo. Usando precário equipamento, o capitão estabeleceu contato com um radioamador, em país próximo. A partir daí formou-se imensa cadeia de boa vontade. Conjugou outros operadores, laboratórios, médicos, autoridades, pilotos de aeronaves, serviçais humildes...

         Dezenas de pessoas mobilizaram-se até que o precioso medicamento fosse entregue à tripulação. Desceu em paraquedas sobre o barco, como bênção do céu.

         E todos se salvaram!

         É elementar, caro leitor: quando a fraternidade encontra abrigo nos corações, não há mal que lhe oponha resistência.

         Numa empreitada qualquer, se estivermos sozinhos, teremos duas mãos; se nos unirmos a alguém, teremos quatro mãos. Se formos uma multidão, haverá milhares de mãos entrelaçadas.

         Ideal seria que esse darem-se as mãos não fosse marcado por episódios esparsos, heroicos, como o do velho barco pesqueiro, mas que constituísse o empenho permanente de qualquer agrupamento humano.

         Imagine, leitor amigo, centenas de pessoas de boa vontade, a invadir uma favela, dispostas a se confraternizar com os favelados, a ajudá-los a superar suas dificuldades, a promover ali a educação, a assistência médica, a melhoria das condições de higiene. Prodígios seriam alcançados, reduzindo drasticamente a criminalidade, a desnutrição, o analfabetismo. Melhorariam a qualidade e a expectativa de vida.

         Como destaca a Doutrina Espírita, a miséria não é fruto da vontade de Deus; é resultante do egoísmo humano, da tendência de cada qual cuidar de si mesmo e o resto que se dane.

         Certamente as pessoas que participaram do salvamento ficaram felizes com o resultado daquele maravilhoso exercício de fraternidade. Se consultadas, estou certo de que afirmariam:

         – Jamais sentimos alegria semelhante!

         É o que todos experimentamos quando participamos de um evento dessa natureza.

         Ora, amigo leitor, se há tanta alegria no dar-se as mãos eventualmente, não seria uma sábia opção fazê-lo permanentemente, dispostos a participar de entidades filantrópicas, onde muitas pessoas exercitam boa vontade para atender carências e infortúnios alheios?

         Ensina a Doutrina Espírita que carregamos na Terra o peso de nossos comprometimentos com o erro, o vício, o desregramento, o mal, em vidas anteriores. Estão neles as origens dos desajustes, tristezas e angústias que frequentemente nos oprimem.

         Essa pesada carga de nosso pretérito será sempre aliviada, e muito, quando nos dermos as mãos para os serviços do bem.

         Era isso que Jesus queria dizer ao proclamar, no Sermão da Montanha:

 

         Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.



Escrito por Antonio de Mello às 08h09
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CICLO DE PALESTRAS ESPÍRITAS DE OUTUBRO/2013 DA USE INTERMUNICIPAL DE GARÇA/SP  - PALESTRA"VIDA ALÉM DA VIDA", dia 22/10/2013, terça-feira, às 20 horas, no Casa Espírita Allan Kardec, que fica à Rua Barão do Rio Branco, n.º 597, Centro, Garça/SP.




Escrito por Antonio de Mello às 07h37
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NOTÍCIAS DE BEZERRA - Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos). Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Doutrina e Aplicação. Lição nº 05. Página 35.

Conta-se que Bezerra de Menezes, o denotado apóstolo do Espiritismo no Brasil, após alguns anos de desencarnação, achava-se em praia deserta, meditando tristemente quanto à maioria dos petitórios que lhe eram endereçados do mundo.

Em grande número de reuniões consagradas à prece, solicitavam-lhe providências de natureza material. Numerosos admiradores e amigos rogavam-lhe empregos rendosos, negócios lucrativos, alojamentos, proteção a documentários diversos, propriedades e promoções.

Em verdade, sentia-se feliz, quando chamado a servir um doente ou quando trazido à consolação dos infortunados, porém, fora na Terra um médico espírita e um homem de bem, à distância de maiores experiências em atividades comerciais.

Por que motivo a convocação indébita de seu nome em processos inconfessáveis? Não era também ele um discípulo do Evangelho, interessado em ascender à maior comunhão com o Senhor? Não procurava aprender igualmente a lutar e renunciar?

Monologava, entre inquieto e abatido, quando viu junto dele o grande Antonio, desencarnado em Pádua, no ano de 1231. O herói admirável da Igreja Católica, nimbado de intensa luz, ouvira-lhe o solilóquio amargo.

Abraçou-o, com bondade, e convidou-o a segui-lo. A breves minutos, ei-los ambos no perfumado recinto de grande templo.

O santuário, dedicado ao popular taumaturgo, regurgitava de fiéis que se prosternavam, reverentes, diante da primorosa estátua que o representava, sustentando a imagem de Jesus Menino.

O santo impeliu Bezerra a escutar os requerimentos da assembléia e o seareiro espírita conseguiu anotar as mais estranhas e inoportunas requisições. Suplicava-se a Antonio casa e comida, dinheiro fácil e saliência política, matrimônio e proteção. Não faltava quem lhe implorasse contra outrem perseguição e vingança, hostilidade e desprezo, inclusive crimes ocultos.

O amigo e benfeitor esboçou um gesto expressivo e falou bem humorado, ao evangelizador brasileiro:

- Observaste atentamente? As petições são quase sempre as mesmas nos variados campos da fé.

Sequioso de burilamento íntimo, troquei na Igreja o hábito de cônego pelo burel dos frades... Ensinei a palavra do Mestre Divino, sufocando os espinhos de minhas próprias imperfeições. Fosse nas seduções da vida secular ou na austeridade do convento, caminhava mantendo pavorosas batalhas comigo mesmo, ansiando entesourar a virtude, em cujo encalço permaneço até hoje, entretanto, procuram-me através da oração, por meirinho comum ou por advogado casamenteiro...

E, por que Bezerra sorrisse, reconfortado, aduziu?

- Nosso problema, no entanto, é o de instruir sem desanimar. Jesus no monte sentiu extrema compaixão pela turba desvairada, alimentando-lhe o corpo e clareando-lhe a alma obscura...

Nesse justo momento, surge alguém à cata de Bezerra.

Num círculo de oração, organizado na Terra, pediam-lhe indicações para que fosse descoberto um enorme tesouro de aventureiros antigos, desde muito enterrado.

Antonio afagou-lhe os ombros e disse benevolente:

- Vai, meu amigo, e não desdenhes auxiliar. Decerto, não te preocuparás com o ouro escondido, mas ensinarás aos nossos irmãos o trato precioso do solo para a riqueza do pão de todos e, descerrando-lhes o filão do progresso, plantarás entre eles o entendimento e a bondade do Excelso Amigo.

 

Bezerra despediu-se, contente, e tornou corajoso à luta, compreendendo, por fim, que não bastaria lamentar a atitude dos companheiros invigilantes, mas auxiliá-los com todo amor, consciente de que o Cristo é o Mestre da Humanidade e de que o Evangelho, acima de tudo, é obra de educação.



Escrito por Antonio de Mello às 13h42
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NORMAS BÁSICAS DE FELICIDADE PRÓPRIA E DOS SEMELHANTES - por Orson Peter Carrara

O leitor já pensou num roteiro a seguir para construir a própria felicidade e igualmente espalhar felicidade ao seu redor?

Pois o personagem Jorge, do fabuloso livro O Dono do Amanhã, editado pelo IDE-Araras e de autoria da sempre inspirada mente do notável amigo Wilson Frungilo Jr. deixou algumas normas básicas para a felicidade própria e ao seu redor.

Entre elas estão (transcrevo parcialmente):

1 – Atenção para com as pessoas;

2 – Polidez, afabilidade, doçura, mansuetude;

3 – Paciência, tolerância e compreensão;

4 – Contenção da cólera e da violência;

5 – Perdoar;

6 – Procurar, ao invés de reclamar, resolver;

7 – Não julgar e não tecer comentários sobre o próximo;

8 – Ter fé em Deus;

9 – Orar, entrando em sintonia com o Criador;

10 – Humildade;

11 – Lembrar que sempre é tempo de recomeçar;

12 – Prestar auxílio aos necessitados;

13 – Colocar-se na posição dos que sofrem, a fim de compreendê-los, ajuda-los.

Na verdade, são 21 itens. Coloquei os principais. A lista pode ser ampliada ou reduzida, segundo a visão e propósitos do leitor. O fato final, porém, é que o livro é de uma leitura deliciosa, apaixonante. A partir de um caso de amor na adolescência, os fatos se sucedem entre os personagens, trazendo reflexões expressivas para o cotidiano de todo nós.

Adorei o livro. O texto muito me sensibilizou, especialmente pela bondade do personagem Jorge, que modifica situações – inclusive de calúnias que ele mesmo sofreu sem saber – e influencia pessoas ao seu redor de maneira impressionante, pelo esforço que empreendeu em si mesmo para melhorar-se moralmente e ainda ser útil a outras pessoas, traduzindo uma história comovente, gostosa de ler e daquelas que não se tem vontade de parar.

Não pude silenciar-me diante de tão especial livro.  Conforme ia lendo, fiquei a pensar em quanta gente o livro pode ajudar. Especialmente os que se debatem nas dúvidas, na descrença, nas indecisões e nas aflições comuns do dia-a-dia. Fabulosa obra.

 

Pedi autorização à editora para transcrever parcialmente as normas de Jorge constantes do capítulo 18, para incentivar o leitor a não perder a oportunidade de ter em mãos uma obra muito oportuna, útil e capaz de proporcionar imensa sensação de felicidade com o comportamento autenticamente cristão do principal personagem. Não deixe de ler, vai te fazer um bem imenso.



Escrito por Antonio de Mello às 09h21
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